Expansão do IoT impulsiona demanda por soluções de gestão

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Por Lucas Resende

Se na virada do século, quando ouvimos os primeiros rumores sobre a conectividade entre objetos, a ideia parecia muito distante, hoje o IoT (Internet of Things ou Internet das Coisas) já está presente em muitos lares e vem causando disrupções nas empresas. 

Hoje, são mais de 7 bilhões de dispositivos IoT conectados no mundo todo e esse número deve subir para 25 bilhões em 2025 (dados da Oracle). Em 2020, em meio à pandemia, vimos o aumento da procura pelos chamados “smart home devices”, como Smart TVs e assistentes virtuais, muito úteis na rotina doméstica.

No grupo de inovações que tiveram seu uso acirrado pela urgência da transformação digital nas empresas nos últimos anos, o IoT desponta como uma das mais promissoras. A tecnologia já é vista pelas companhias como grande diferencial competitivo desta década. Em estudo com 1241 executivos brasileiros, a integradora CI&T junto à Opinion Box, destaca que 44,8% deles consideram a Internet das Coisas indispensável para o crescimento. 

A expectativa é que o mercado de IoT movimente mais de US$ 30 bilhões na América Latina até 2023 (Globaldata), e o Brasil é uma potência emergente nesse cenário. Além de direcionar muito capital para novas tecnologias, o país tem se mostrado atraente para investimentos estrangeiros, com diversas empresas do setor abrindo operações em solo nacional. 

Esse avanço deve-se à percepção das pessoas e empresas de que essa inovação deve revolucionar as rotinas domésticas e operacionais, trazendo mais velocidade e produtividade. Na indústria, por exemplo, o IoT começa a ser aplicado como M2M (Machine to Machine), para monitorar, coletar e enviar dados para softwares, que analisam e otimizam o controle. 

Na agropecuária, o monitoramento remoto de grandes plantações e rebanhos já vem mostrando resultados. E no setor automotivo, montadoras já empregam o IoT em sistemas de alarmes e monitoração de frota de carros.

Mas não podemos falar de Internet das Coisas sem citar o segmento de TI e Telecom, que abrange todo o ecossistema empresarial. Com a chegada do 5G no horizonte, o aprimoramento do suporte a redes e sistemas é cada vez mais necessário. Assim, empresas que oferecem serviços de gestão de telefonia gradualmente incluem o IoT em seu portfólio. 

Entre as principais dores do setor na economia, destacam-se o aumento da estrutura física, as boas práticas de Big Data e definição dos níveis de segurança, capacidade de armazenamento e gerenciamento das redes servidores como as principais dores do setor nas companhias. 

Com a expansão do uso da rede de celulares, a necessidade de maior controle das linhas é urgente para reduzir custos. Isso é possível com a automação da análise de tráfego de dados e rateio custos de TI e Telecom. 

O cenário para o Brasil se estabelecer na Indústria 4.0 com o IoT é bastante favorável, mas depende dos avanços no Plano Nacional de Internet das Coisas. Em maio, o BNDES anunciou, junto à Indicator Capital e a Qualcomm Ventures LLC, um fundo para impulsionar o Plano e favorecer startups focadas no desenvolvimento de produtos e serviços relacionados a IoT. 

É um sinal de que o setor público e privado estão alinhados na missão de fazer do Brasil uma referência do setor. Com esse movimento, a  projeção é que o Brasil ganhe 27 bilhões de dólares em potencial econômico até 2025 (McKinsey). Vislumbramos um futuro em que tudo estará conectado. Por enquanto, nos preparamos. 

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