A transformação digital começa na cultura

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Por Davi Filgueiras, é Head de Transformação Digital da Guiando 

O cliente sempre foi o centro da atuação da Guiando. Ao longo de nossa trajetória, a conduta sempre foi a de entregar uma solução completa, e praticamente personalizada.  Porém, esse formato não se sustenta em longo prazo, principalmente no momento em que nos encontramos e para nossas pretensões futuras. 

Por isso, em determinado ponto, entendemos a necessidade de modificar nossa estrutura e método de trabalho junto a nossos colaboradores, para continuar prestando um atendimento de extrema qualidade a todos. 
O isolamento social e a obrigatoriedade do home office colocou a digitalização no centro das agendas corporativas, tanto para permitir que os colaboradores continuem a desempenhar suas funções remotamente com eficiência, quanto para atender às demandas dos consumidores. 

A pandemia acelerou entre dois e três anos os planos quinquenais das empresas em relação à transformação digital, segundo pesquisa recente da PwC, com 3.249 executivos de negócios e tecnologia de 44 países, entre eles, o Brasil.

Dentro das empresas, o Contas a Pagar é um dos setores que necessita de mudanças. Ainda hoje, a maioria das companhias seguem modelos tradicionais, com controle de faturas com papel e caneta, sem nem mesmo o emprego de planilhas, e desconhecem os critérios de seus fornecedores, práticas que levam a perda de tempo, multas e cortes de serviços por inadimplência. 

Mas transformar digitalmente o processamento de faturas não se trata apenas de robotização ou automação, e sim, da quebra de paradigmas. Significa modificar o jeito de fazer processos dentro das empresas. E essa transição para uma mentalidade digital envolve diversos aspectos, como a adaptação de um modelo tecnológico às particularidades de cada negócio e, principalmente, a adequação das pessoas a essa nova realidade. Assim, a principal transformação é cultural. 

Devido ao atraso no setor, não é difícil encontrar cenários em que a companhia está despreparada para a automação e demora dois ou mais ciclos de faturas para se adaptar integralmente. Por isso, antes da implementação de ferramentas tecnológicas, é fundamental analisar e compreender o momento do negócio. 

Somado a isso, faz parte da mudança cultural dar atenção à configuração da operação de cada empresa. Um grupo varejista, por exemplo, faz uma diferenciação entre as contas de luz, água e gás de lojas de shopping e de rua. Já uma construtora separa obra de estande e de condomínio pronto. Uma terceira, pode usar mais de um ERP, demandando um software com funcionalidades de integração. Em todos esses fatores, as pessoas são a chave para garantir a transição para uma mentalidade digital. 

Mesmo assim, existem casos em que o profissional acostumado à rotina de monitorar, abrir e pagar faturas encontra dificuldade de enxergar a tecnologia como uma aliada. Neste contexto, reverter esse pensamento é essencial.  

A solução é inseri-lo no processo de implementação desde o momento zero para que sinta que tem domínio sobre o “novo jeito de fazer”. Mais do que isso, é fazê-lo compreender que é co-criador de uma solução que trará melhores insights e resultados para seu time. Como a automação da coleta, monitoramento e análise de faturas conferem mais visibilidade para o Contas a Pagar, o resultado é: o colaborador que perdia tempo com tarefas manuais passa a usar sua expertise em funções mais analíticas. 

O cenário incerto, iniciado com a pandemia no ano passado, serve de alerta para que as lideranças acelerem a transformação digital, e que esse passo em direção ao futuro depende da valorização da potência humana.

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