Como a Guiando se tornou uma das melhores empresas para se trabalhar em Minas Gerais

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Ontem recebemos mais uma notícia que nos enche de orgulho e nos dá a certeza de que estamos no caminho certo!

Estamos entre as 20 Melhores Empresas para se Trabalhar em Minas Gerais no ranking GPTW 2021! Essa conquista acontece menos de  dois anos após o início de nossa “reestruturação” interna com foco em comunicação, cultura e pessoas, a qual batizamos de People First

Resolvi deixar os agradecimentos para o post publicado ontem e focar este artigo nos aprendizados que os últimos 24 meses nos trouxeram.

Espero que possa ser enriquecedor àqueles que se interessarem pela leitura.

1. Nunca delegue sua maior prioridade 

Como CEO, não faz sentido dizer que as pessoas são o principal ativo da empresa e terceirizar essa responsabilidade para uma área ou pessoa.

Pode-se discutir sobre vários aspectos: qual a melhor estrutura, os papéis,quem são as pessoas que estarão diretamente comprometidas a “cuidar das pessoas”.

Mas NUNCA deveria estar sob discussão que o principal responsável e maior comprometido nesse processo é o CEO. É dele, e apenas dele, o papel de liderar o processo e garantir que todas as outras lideranças da empresa estejam alinhadas e engajadas com o propósito e a estratégia de pessoas que tenha sido traçada.

2. Engaje as principais lideranças     

Prioridade e comprometimento são as chaves para mudança.

O período entre o início do projeto “People First” e a pesquisa do GPTW que nos colocou nessa posição foi de menos de 18 meses. Isso em um momento  no qual a empresa foi de 70 para 100 pessoas em meio a uma pandemia.

Se não tivéssemos nossos principais líderes alinhados e comprometidos não teríamos este resultado.Mesmo assim, a velocidade com que tudo aconteceu nos surpreendeu positivamente.

3. O óbvio precisa ser dito, e repetido.

Para mim, nunca houve dúvidas que a Guiando é uma empresa que se preocupa genuinamente com as pessoas. Que estamos aqui para apoiar no que for preciso, até mesmo em situações que transcendem a empresa.

Meu grande erro foi imaginar que, por tão óbvio que isso seja para mim, as pessoas também saberiam disso.

Não importa o quanto você tenha certeza de que alguns aspectos da cultura e diretriz de pessoas na organização sejam óbvios, é preciso comunicar isso. E reforçar de forma rotineira.

Ah, e pratique no dia a dia (óbvio, mas precisamos dizer).

4. Over communication!

Se é necessário comunicar, e repetir constantemente, o óbvio, imagine o que não é tão lógico.

Experimente usar diferentes canais e formas buscando atingir a todos. Temos pessoas de diferentes perfis, idades, áreas, e diferentes temas a serem comunicados. Explore todas as opções.

A título de exemplo, sentíamos falta de comunicar tudo de legal que as pessoas estavam fazendo na empresa. Desde uma postura bacana até uma entrega de grande valor.

Após buscarmos algumas ferramentas, resolvemos desenvolver internamente o ForYou, uma espécie de rede social interna na qual qualquer colaborador pode postar, reconhecendo uma atitude, iniciativa ou entrega de outro. Além de a empresa inteira tomar ciência daquilo, todos podem interagir com comentários e curtidas.

*Ainda potencializamos tudo com os Guiando Coins, que podem ser distribuídos pelos gestores para aquelas postagens de destaque. As pessoas acumulam estas coins e podem trocar por prêmios em um marketplace próprio.

5. Transparência, sempre.

Para o bem ou para o mal, seu time espera que a empresa seja sempre transparente. E não só em momentos em que a situação aperta e é necessário.

Isso deve ser uma prática recorrente, pois, quando se tornar hábito, as pessoas terão confiança que, aconteça o que acontecer, elas logo serão informadas e não surpreendidas.

Quando a pandemia começou, um cenário de insegurança acometeu a todos, não apenas na Guiando. Nossa decisão foi criar um webinar semanal onde traríamos informações relevantes para todos.Para este momento, criamos um “termômetro” da situação da empresa – com as faixas verde, amarela e vermelha – e para cada estágio deixamos claro o tamanho dos impactos que poderíamos ter internamente.

 Junto a este termômetro anunciamos as medidas de reserva de caixa, explicando o motivo para isso (queríamos proteger os colaboradores de eventuais problemas com pagamento de clientes).Todos sabiam o que estava acontecendo e o motivo daquelas decisões.

E mais: todos sabiam que caso o termômetro começasse a caminhar na direção “errada” eles seriam os primeiros a saber (felizmente não saímos da faixa verde).

6. Seja genuíno

Pegar receitas que funcionam em outras empresas e replicá-las na sua companhia (ou área) é um ótimo exemplo do que não se deveria fazer. É preciso entender o que de fato faz parte do que seu time acredita e o que vocês vão se dedicar genuinamente a atingir.

O dia a dia é um devorador de planos e discursos que são muito bonitos mas que não estão no “coração” e na prioridade do CEO e das principais lideranças.

7. Crie um ambiente de confiança

Se você não tiver a confiança do seu time de que suas  políticas, seus discursos e suas promessas são reais, nada que você fale ou faça irá funcionar.

A confiança se conquista com o tempo. Vários dos pontos colocados anteriormente são peças fundamentais na construção dessa relação.

Nossa atitude de ser totalmente transparentes logo no início da pandemia também teve o objetivo de reforçar este laço de confiança. Queríamos que todos soubessem que podiam contar conosco, ao mesmo tempo em que nos era fundamental  ter a colaboração de todos.

8. Dê voz aos corredores

As famosas “conversas de corredor” são, talvez, uma das mais incompreendidas ferramentas de gestão de pessoas que podemos ter.

É muito comum tratarmos este tema como algo negativo, que sirva somente para promover “fofocas”. Hoje, vejo isso de modo diferente.

As pessoas conversam o tempo todo, sobre tudo. E os diálogos mais sinceros e que de fato transmitem genuinamente a percepção e sentimento das pessoas não são feedbacks ou conversas formais com gestores ou RH. São aqueles bate-papos informais entre as pessoas, sem preparação ou agendamento.

Não é tarefa fácil, mas tentar replicar isso e conseguir extrair informações, percepções e sentimentos, de diversas áreas e pessoas, em momentos informais têm resultados muito significativos. Conseguimos “pescar” e antecipar problemas para tomar ações proativas, e não reativas.

9. Não romantize demais o tema

Precisamos ser estratégicos e pragmáticos.

Algumas vezes nossas  reações a situações pontuais precisam levar em conta a imagem que será passada para toda a empresa e seu impacto. 

Eventualmente, alguma atitude (ou falta de) fará total sentido e justificará a situação, mas tende a passar uma imagem ruim e gerar muitos ruídos para as pessoas que não estão envolvidas ou não têm todo o contexto.

Assim, respeitando questões de valores da empresa, éticas e condutas legais, às vezes precisamos ser mais pragmáticos e menos conceituais.

10.  As pessoas querem fazer parte de algo maior, e que dê orgulho

Todos nós queremos nos associar a algo maior, que nos dê orgulho de pertencer àquilo e, se possível, vitoriosos.

Trazendo um exemplo extremo, quem não gostaria de fazer parte do time que contribuiu para o desenvolvimento de uma das primeiras vacinas contra Covid? Difícil imaginar algo que seja maior, que dê mais orgulho e que seja mais vitorioso.

Isso é algo natural do ser humano. Dessa forma, preocupe-se em fazer com que sua empresa seja um caso como este, do qual as pessoas tenham orgulho de pertencer.

Para isso, é importante que você consiga criar essa imagem também para quem está fora, a fim de gerar reconhecimento e admiração.

Espero que este pequeno resumo de alguns aprendizados possa ter gerado insights para quem está lendo. 

Como comentei, não acredito em “receita de bolo”, mas sim, que cada fase, em cada empresa, tem seu cenário ideal. Aqui na Guiando, a cada novo estágio, sabemos que será necessário nos reinventarmos. Constantemente.

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